Sou criança,
adolescente, adulto… O que será que sou? Muitas vezes um adolescente com
espírito de criança, outras um adolescente com a consciência de um adulto.
Enfim vejo-me como uma miscelânea destas três fases da vida de um ser humano,
creio que o vou ser sempre, aliás espero que o seja, é como viver o presente
com comportamentos do passado e ao mesmo tempo ter consciência do futuro. Desta
forma, os mares podem passar, a água desses mares pode mudar, tal como no
percurso de vida de um ser humano em que o tempo pode passar e também ele mudar
mas permanece sempre algo, o medo, o medo da mudança. Este medo é aplicável em
várias circunstâncias mas houve uma em particular em que o barco se fixou e a
âncora permaneceu mais tempo na água… O medo da mudança para o secundário, o
medo do primeiro dia de escola.
A mudança
para o secundário em que deixava de ser uma criança, um saltitão com sonhos e
viria a iniciar aquilo que me daria a entrada para a faculdade, o início de um
futuro, a mudança em busca de um futuro que me daria a felicidade… A mudança em
que deixava as canetas coloridas e estas davam lugar apenas às canetas azul e
preta, a mudança em que deixavam as professoras de mudar de salas e passaria a
ser eu, a mudança em que estava eu por mim, em que só eu era capaz de construir
o futuro, porque afinal de contas ele era para mim, a mudança em que só o meu
empenho daria frutos, sem ele nada teria, a mudança de uma pressão a crescer
exponencialmente… A mudança da minha vida. Mas afinal de contas, esse barco conseguiu
ou não seguir viagem?
A viagem
custou, mas está em exercício. O primeiro dia foi o recuar de uma dezena de
anos em que se eu queria, tentava e conseguia, se não queria, nem
experimentava. Mas sou teimoso, sempre fui, desistir? Nunca. Fui em frente,
enfrentei o trovão, quis provar que eu tinha mais luz, que eu gritava mais
alto. Aquele saltitão com sonhos deu lugar a uma espécie de três mosqueteiros
num só, três fases da vida numa só, ultrapassara então o medo, a mudança. O
medo de estar isolado, sozinho submeteu-se à criação de novas amizades, o medo
da escola secundária com um tamanho quatro vezes maior à minha escola antiga,
submeteu-se a “conhecer os cantos à casa”, e até o medo dos professores exigentes
submeteu-se ao ouvir os ensinamentos dos mesmos que me trarão frutos e,
acredito, que mudar-me-ão a vida.
Enfim, o que comecei por dizer foi enfrentado, a mudança, o medo fora enfrentado, o barco está em viagem por mais um ano, o último, espero. As âncoras agora são impulsionadoras da viagem em vez de obstáculos. A meteorologia mudou… A tempestade deu lugar a céu limpo e o ódio pela mudança, deu lugar à ânsia de enfrentar novas mudanças e agora o que reina sobre a mudança na minha cabeça é que o progresso sem mudança, não muda nada.
Enfim, o que comecei por dizer foi enfrentado, a mudança, o medo fora enfrentado, o barco está em viagem por mais um ano, o último, espero. As âncoras agora são impulsionadoras da viagem em vez de obstáculos. A meteorologia mudou… A tempestade deu lugar a céu limpo e o ódio pela mudança, deu lugar à ânsia de enfrentar novas mudanças e agora o que reina sobre a mudança na minha cabeça é que o progresso sem mudança, não muda nada.
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